( ... ) Hummmmm.... " Se gosto de poesia ? Gosto de gente, bichos, plantas, lugares, chocolate, vinho, papos interessantes, amizade, amor ..., e acho que a poesia está contida em tudo isso." - Drummond -
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
terça-feira, 27 de setembro de 2011
Air France "L'Envol" - Film publicitaire 2011 - FR
Amo propaganda publicitárias bem feitas e essa é uma verdadeira poesia aos olhos !
Amei !!!
Não gosto, nem nunca gostei de pornografia.
Gosto sim de erotismo...
Sensualidade...
Momentos escaldantes...
Mãos a ferver...
Línguas endiabradas...
Abraços dados por braços fortes e protetores.
Porque sim...eu posso ter e tenho desejos ardentes e vontades secretas...
Mas sou ( e sempre serei ) uma doce menina.
Gosto sim de erotismo...
Sensualidade...
Momentos escaldantes...
Mãos a ferver...
Línguas endiabradas...
Abraços dados por braços fortes e protetores.
Porque sim...eu posso ter e tenho desejos ardentes e vontades secretas...
Mas sou ( e sempre serei ) uma doce menina.
Finjo assim ...
Eu sou louca ...
louca de ti...
Marisa Martins
louca de ti...
Minto. Iludo. Finjo. Simulo…
Eu só posso ser uma descontrolada, tresloucada. Só posso sentir uma paixão assolapada …por ti.
Não sei de ti…não te vejo…não te quero. Não sei. Não vejo…não quero!!!
Minto. Iludo. Finjo. Simulo…
Não te quero, só porque não te vejo…
Não te vejo porque não te procuro…e não te procuro, porque sei o quanto te destabilizo se o fizer…
Não sei de ti…não te vejo... não te quero. Não sei. Não vejo…não quero!!!
Minto. Iludo. Finjo. Simulo…
Eu só posso ser uma descontrolada, tresloucada. Só posso sentir uma paixão assolapada …por ti.
Não sei de ti…não te vejo…não te quero. Não sei. Não vejo…não quero!!!
Minto. Iludo. Finjo. Simulo…
Não te quero, só porque não te vejo…
Não te vejo porque não te procuro…e não te procuro, porque sei o quanto te destabilizo se o fizer…
Não sei de ti…não te vejo... não te quero. Não sei. Não vejo…não quero!!!
Minto. Iludo. Finjo. Simulo…
Marisa Martins
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
Levanto meus olhos e me perco em você ...
... também acho uma delícia quando você esquece os olhos em cima dos meus ...
... também acho uma delícia quando você esquece os olhos em cima dos meus ...
" É tão difícil falar e dizer coisas que não podem ser ditas. É tão silencioso. Como traduzir o silêncio do encontro real entre nós dois? Dificílimo contar. Olhei pra você fixamente por instantes. Tais momentos são meu segredo. Houve o que se chama de comunhão perfeita. Eu chamo isto de estado agudo de felicidade."
... Ando por ai, querendo te encontrar em cada esquina paro em cada olhar, deixo a tristeza e trago a esperança em seu lugar. Que o nosso amor pra sempre viva, minha dádiva quero poder jurar que essa paixão jamais será; palavras apenas palavras pequenas palavras ao vento.
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
Existem silêncios que falam e se ouvem mais do que palavras, é aquele silêncio que eu admiro e que quer dizer que não necessitamos de declarar absolutamente nada à outra pessoa.
Conversas inteligentes levam a soluções inteligentes. Só que para existir uma conversa inteligente, são precisas duas pessoas que também o sejam. E quando assim não é, o melhor mesmo é ficar caladinha. Sempre gostei mais daquele silêncio que diz muito, do que da voz altiva e pobre da triste ignorância.
terça-feira, 6 de setembro de 2011
Quer ser meu Pinguim ?
Sim , eu gosto de pessoas !..., e de pessoas que facilitam as coisas, que apontam o caminho e que nos facilitam a transpor as barreiras.Sou feliz ao lado de pessoas que vivem sem mascaras e que não congelam sentimentos e
emoções para se mostrarem fortes e livres. Livres ? Essas, são pássaros presos e feridos, limitados as convicções estranhas de liberdade e felicidade .
Quero sim ! , andar de mãos dadas com quem sabe que entrelaçar os dedos é mais do que simples ato que mantém as mãos unidas. É uma forma de dizer : Estou aqui , segure a minha mão, não tenhas medo , EU ESTOU AQUI .
E , por mais que os obstáculos nos desafiem o que realmente importa e oque realmente permanece, costuma vir de quem não tem medo de ficar !
E EU ESTOU AQUI !
sábado, 3 de setembro de 2011
O dia que Júpiter encontrou Saturno
Foi a primeira pessoa que viu quando entrou. Tão bonito que ela baixou os olhos, sem querer querendo que ele também a tivesse visto. Deram-lhe um copo de plástico com vodka, gelo e uma casquinha de limão. Ela triturou a casquinha entre os dentes, mexendo o gelo com a ponta do indicador, sem beber. Com a movimentação dos outros, levantando o tempo todo para dançar rocks barulhentos ou afundar nos quartos onde rolavam carreiras e baseados, devagarinho conquistou uma cadeira de junco junto a janela. A noite clara lá fora estendida sobre Henrique Schaumann, a avenida poncho & conga, riu sozinha. Ria sozinha quase o tempo todo, uma moça magra querendo controlar a própria loucura, discretamente infeliz. Molhou os lábios na vodka tomando coragem de olhar para ele, um moço queimado de sol e calças brancas com a barra descosturada. Baixou outra vez os olhos, embora morena também, e suspirou soltando os ombros, coluna amoldando-se ao junco da cadeira. Só porque era sábado e não ficaria, desta vez não, parada entre o som, a televisão e o livro, atenta ao telefone silencioso. Sorriu olhando em volta, muito bem, parabéns, aqui estamos.
Não que estivesse triste, só não sentia mais nada.
Levemente, para não chamar atenção de ninguém, girou o busto sobre a cintura, apoiando o cotovelo direito sobre o peitoril da janela. Debruçou o rosto na palma da mão, os cabelos lisos caíram sobre o rosto. para afastá-los, ela levantou a cabeça, e então viu o céu tão claro que não era o céu normal de Sampa, com uma lua quase cheia e Júpiter e Saturno muito próximos. Vista assim parecia não uma moça vivendo, mas pintada em aquarela, estatizada feito estivesse muito calma, e até estava, só não sentia mais nada, fazia tempo. Quem sabe porque não evidenciava nenhum risco parada assim, meio remota, o moço das calças brancas veio se aproximando sem que ela percebesse.
Parado ao lado dela, vistos de dentro, os dois pintados em aquarela - mas vistos de fora, das janelas dos carros procurando bares na avenida, sombras chinesas recortadas contra a luz vermelha.
E de repente o rock barulhento parou e a voz de John Lennon cantou every dau, every way is getting better and better. Na cabeça dela soaram cinco tiros. Os olhos subitamente endurecidos da moça voltaram-se para dentro, esbarrando nos olhos subitamente endurecidos dos moço. As memórias que cada um guardava, e eram tantas, transpareceram tão nitidamente nos olhos que ela imediatamente entendeu quando ele a tocou no ombro.
-Você gosta de estrelas?
-Gosto. Você também?
-Também. Você está olhando a lua?
-Quase cheia. Em Virgem.
-Amanhã faz conjunção com Júpiter.
-Com Saturno também.
-Isso é bom?
-Eu não sei. Deve ser.
-É sim. Bom encontrar você.
-Também acho.
(Silêncio)
-Você gosta de Júpiter?
-Gosto. Na verdade "desejaria viver em Júpiter onde as almas são puras e a transa é outra".
-Que é isso?
-Um poema de um menino que vai morrer.
-Como é que você sabe?
-Em fevereiro, ele vai se matar em fevereiro.
(Silêncio)
-Você tem um cigarro?
-Estou tentando parar de fumar.
-Eu também. Mas queria uma coisa nas mãos agora.
-Você tem uma coisa nas mãos agora.
-Eu?
-Eu.
(Silêncio)
-Como é que você sabe?
-O quê?
-Que o menino vai se matar.
-Sei de muitas coisas. Algumas nem aconteceram ainda.
-Eu não sei nada.
-Te ensino a saber, não a sentir. Não sinto nada, já faz tempo.
-Eu só sinto, mas não sei o que sinto. Quando sei, não compreendo.
-Ninguém compreende.
-Às vezes sim. Eu te ensino.
-Difícil, morri em dezembro. Com cinco tiros nas costas. Você também.
-Também, depois saí do corpo. Você já saiu do corpo?
(Silêncio)
-Você tomou alguma coisa?
-O quê?
-Cocaína, morfina, codeína, mescalina, heroína, estenamina, psilocibina, metedrina.
-Não tomei nada. Não tomo mais nada.
-Nem eu. Já tomei tudo.
-Tudo?
-Cogumelos têm parte com o diabo.
-O ópio aperfeiçoa o real
-Agora quero ficar limpa. De corpo, de alma. Não quero sair do corpo.
(Silêncio)
-Acho que estou voltando. Usava saias coloridas, flores nos cabelos.
-Minha trança chegava até a cintura. As pulseiras cobriam os braços.
-Alguma coisa se perdeu.
-Onde fomos? Onde ficamos?
-Alguma coisa se encontrou.
-E aqueles guizos?
-E aquelas fitas?
-O sol já foi embora.
-A estrada escureceu.
-Mas navegamos.
-Sim. Onde está o Norte?
-Localiza o Cruzeiro do Sul. Depois caminha na direção oposta.
(Silêncio)
-Você é de Virgem?
-Sou. E você, de Capricórnio?
-Sou. Eu sabia.
-Eu sabia também.
-Combinamos: terra.
-Sim. Combinamos.
(Silêncio)
-Amanhã vou embora para Paris.
-Amanhã vou embora para Natal.
-Eu te mando um cartão de lá.
-Eu te mando um cartão de lá.
-No meu cartão vai ter uma pedra suspensa sobre o mar.
-No meu não vai ter pedra, só mar. E uma palmeira debruçada.
(Silêncio)
-Vou tomar chá de ayahuasca e ver você egípcia. Parada do meu lado, olhando de perfil.
-Vou tomar chá de datura e ver você tuaregue. Perdido no deserto, ofuscado pelo sol.
-Vamos nos ver?
-No teu chá. No meu chá.
(Silêncio)
-Quando a noite chegar cedo e a neve cobrir as ruas, ficarei o dia inteiro na cama pensando em dormir com você.
-Quando estiver muito quente, me dará uma moleza de balançar devagarinho na rede pensando em dormir com você.
-Vou tentar recompor teu rosto sem conseguir.
-Vou ver Júpiter e me lembrar de você.
-Vou ver Saturno e me lembrar de você.
-Daqui a vinte anos voltarão a se encontrar.
-O tempo não existe.
-O tempo existe, sim, e devora.
-Vou procurar teu cheiro no corpo de outra mulher. Sem encontrar, porque terei esquecido. Alfazema?
-Alecrim. Quando eu olhar a noite enorme do Equador, pensarei se tudo isso foi um encontro ou uma despedida.
-E que uma palavra ou um gesto, seu ou meu, seria suficiente para modificar nossos roteiros.
(Silêncio)
-Mas não seria natural.
-Natural é as pessoas se encontrarem e se perderem.
-Natural é encontrar. Natural é perder.
-Linhas paralelas se encontram no infinito.
-O infinito não acaba. O infinito é nunca.
-Ou sempre.
(Silêncio)
-Tudo isso é muito abstrato. Está tocando "Kiss, kiss, kiss". Por que você não me convida para dormirmos juntos.
-Você quer dormir comigo?
-Não.
-Porque não é preciso?
-Porque não é preciso.
(Silêncio)
-Me beija.
-Te beijo.
Foi a última pessoa que viu ao sair. Tão bonita que ele baixou os olhos, sem saber sabendo que ela também o tinha visto. Desceu pelo elevador, a chave do carro na mão. Rodou a chave entre os dedos, depois mordeu leve a ponta metálica, amarga. Os olhos fixos nos andares que passavam, sem prestar atenção nos outros que assoavam narizes ou pingavam colírios. Devagarinho, conquistou o espaço junto à porta. Os ruídos coados de festas e comandos da madrugada nos outros apartamentos, festas pelas frestas, riu sozinho. Ria sozinho quase sempre, um moço queimado de sol, com a barra branca das calças descosturadas, querendo controlar a própria loucura, discretamente infeliz.
Mordeu a unha junto com a chave, lembrando dela, uma moça magra de cabelos lisos junto à janela. Baixou outra vez os olhos, embora magro também. E suspirou soltando os ombros, pés inseguros comprimindo o piso instável do elevador. Só porque era sábado, porque estava indo embora, porque as malas restavam sem fazer e o telefone tocava sem parar. Sorriu olhando em volta.
Não que estivesse triste, só não compreendia o que estava sentindo.
Levemente, para não chamar a atenção de ninguém, apertou os dedos da mão direita na porta aberta do elevador e atravessou o saguão de lado, saindo para a rua. Apoiou-se no poste da esquina, o vento esvoaçando os cabelos, e para evitá-lo ele então levantou a cabeça e viu o céu. Um céu tão claro que não era o céu normal de Sampa, com uma lua quase cheia e Júpiter e Saturno muito próximos. Visto assim parecia não um moço vivendo, mas pintado num óleo de Gregório Gruber, tão nítido estava ressaltado contra o fundo da avenida, e assim estava, mas sem compreender, fazia tempo. Quem sabe porque não evidenciava nenhum risco, a moça debruçou-sena janela lá em cima e gritou alguma coisa que ele não chegou a ouvir. Parado longe dela, a moça visível apenas da cintura para cima parecia um fantoche de luva, manipulado por alguém escondido, o moço no poste agitando a cabeça, uma marionete de fios, manipulada por alguém escondido.
De repente um carro freou atrás dele, o rádio gritando "se Deus quiser, um dia acabo voando". Na cabeça dele soaram cinco tiros. De onde estava, não conseguiria ver os olhos da moça. De onde estava, a moça não conseguiria ver os olhos dele. Mas as memórias de cada um eram tantas que ela imediatamente entendeu e aceitou, desaparecendo da janela no exato instante em que ele atravessou a avenida sem olhar para trás.
Não que estivesse triste, só não sentia mais nada.
Levemente, para não chamar atenção de ninguém, girou o busto sobre a cintura, apoiando o cotovelo direito sobre o peitoril da janela. Debruçou o rosto na palma da mão, os cabelos lisos caíram sobre o rosto. para afastá-los, ela levantou a cabeça, e então viu o céu tão claro que não era o céu normal de Sampa, com uma lua quase cheia e Júpiter e Saturno muito próximos. Vista assim parecia não uma moça vivendo, mas pintada em aquarela, estatizada feito estivesse muito calma, e até estava, só não sentia mais nada, fazia tempo. Quem sabe porque não evidenciava nenhum risco parada assim, meio remota, o moço das calças brancas veio se aproximando sem que ela percebesse.
Parado ao lado dela, vistos de dentro, os dois pintados em aquarela - mas vistos de fora, das janelas dos carros procurando bares na avenida, sombras chinesas recortadas contra a luz vermelha.
E de repente o rock barulhento parou e a voz de John Lennon cantou every dau, every way is getting better and better. Na cabeça dela soaram cinco tiros. Os olhos subitamente endurecidos da moça voltaram-se para dentro, esbarrando nos olhos subitamente endurecidos dos moço. As memórias que cada um guardava, e eram tantas, transpareceram tão nitidamente nos olhos que ela imediatamente entendeu quando ele a tocou no ombro.
-Você gosta de estrelas?
-Gosto. Você também?
-Também. Você está olhando a lua?
-Quase cheia. Em Virgem.
-Amanhã faz conjunção com Júpiter.
-Com Saturno também.
-Isso é bom?
-Eu não sei. Deve ser.
-É sim. Bom encontrar você.
-Também acho.
(Silêncio)
-Você gosta de Júpiter?
-Gosto. Na verdade "desejaria viver em Júpiter onde as almas são puras e a transa é outra".
-Que é isso?
-Um poema de um menino que vai morrer.
-Como é que você sabe?
-Em fevereiro, ele vai se matar em fevereiro.
(Silêncio)
-Você tem um cigarro?
-Estou tentando parar de fumar.
-Eu também. Mas queria uma coisa nas mãos agora.
-Você tem uma coisa nas mãos agora.
-Eu?
-Eu.
(Silêncio)
-Como é que você sabe?
-O quê?
-Que o menino vai se matar.
-Sei de muitas coisas. Algumas nem aconteceram ainda.
-Eu não sei nada.
-Te ensino a saber, não a sentir. Não sinto nada, já faz tempo.
-Eu só sinto, mas não sei o que sinto. Quando sei, não compreendo.
-Ninguém compreende.
-Às vezes sim. Eu te ensino.
-Difícil, morri em dezembro. Com cinco tiros nas costas. Você também.
-Também, depois saí do corpo. Você já saiu do corpo?
(Silêncio)
-Você tomou alguma coisa?
-O quê?
-Cocaína, morfina, codeína, mescalina, heroína, estenamina, psilocibina, metedrina.
-Não tomei nada. Não tomo mais nada.
-Nem eu. Já tomei tudo.
-Tudo?
-Cogumelos têm parte com o diabo.
-O ópio aperfeiçoa o real
-Agora quero ficar limpa. De corpo, de alma. Não quero sair do corpo.
(Silêncio)
-Acho que estou voltando. Usava saias coloridas, flores nos cabelos.
-Minha trança chegava até a cintura. As pulseiras cobriam os braços.
-Alguma coisa se perdeu.
-Onde fomos? Onde ficamos?
-Alguma coisa se encontrou.
-E aqueles guizos?
-E aquelas fitas?
-O sol já foi embora.
-A estrada escureceu.
-Mas navegamos.
-Sim. Onde está o Norte?
-Localiza o Cruzeiro do Sul. Depois caminha na direção oposta.
(Silêncio)
-Você é de Virgem?
-Sou. E você, de Capricórnio?
-Sou. Eu sabia.
-Eu sabia também.
-Combinamos: terra.
-Sim. Combinamos.
(Silêncio)
-Amanhã vou embora para Paris.
-Amanhã vou embora para Natal.
-Eu te mando um cartão de lá.
-Eu te mando um cartão de lá.
-No meu cartão vai ter uma pedra suspensa sobre o mar.
-No meu não vai ter pedra, só mar. E uma palmeira debruçada.
(Silêncio)
-Vou tomar chá de ayahuasca e ver você egípcia. Parada do meu lado, olhando de perfil.
-Vou tomar chá de datura e ver você tuaregue. Perdido no deserto, ofuscado pelo sol.
-Vamos nos ver?
-No teu chá. No meu chá.
(Silêncio)
-Quando a noite chegar cedo e a neve cobrir as ruas, ficarei o dia inteiro na cama pensando em dormir com você.
-Quando estiver muito quente, me dará uma moleza de balançar devagarinho na rede pensando em dormir com você.
-Vou tentar recompor teu rosto sem conseguir.
-Vou ver Júpiter e me lembrar de você.
-Vou ver Saturno e me lembrar de você.
-Daqui a vinte anos voltarão a se encontrar.
-O tempo não existe.
-O tempo existe, sim, e devora.
-Vou procurar teu cheiro no corpo de outra mulher. Sem encontrar, porque terei esquecido. Alfazema?
-Alecrim. Quando eu olhar a noite enorme do Equador, pensarei se tudo isso foi um encontro ou uma despedida.
-E que uma palavra ou um gesto, seu ou meu, seria suficiente para modificar nossos roteiros.
(Silêncio)
-Mas não seria natural.
-Natural é as pessoas se encontrarem e se perderem.
-Natural é encontrar. Natural é perder.
-Linhas paralelas se encontram no infinito.
-O infinito não acaba. O infinito é nunca.
-Ou sempre.
(Silêncio)
-Tudo isso é muito abstrato. Está tocando "Kiss, kiss, kiss". Por que você não me convida para dormirmos juntos.
-Você quer dormir comigo?
-Não.
-Porque não é preciso?
-Porque não é preciso.
(Silêncio)
-Me beija.
-Te beijo.
Foi a última pessoa que viu ao sair. Tão bonita que ele baixou os olhos, sem saber sabendo que ela também o tinha visto. Desceu pelo elevador, a chave do carro na mão. Rodou a chave entre os dedos, depois mordeu leve a ponta metálica, amarga. Os olhos fixos nos andares que passavam, sem prestar atenção nos outros que assoavam narizes ou pingavam colírios. Devagarinho, conquistou o espaço junto à porta. Os ruídos coados de festas e comandos da madrugada nos outros apartamentos, festas pelas frestas, riu sozinho. Ria sozinho quase sempre, um moço queimado de sol, com a barra branca das calças descosturadas, querendo controlar a própria loucura, discretamente infeliz.
Mordeu a unha junto com a chave, lembrando dela, uma moça magra de cabelos lisos junto à janela. Baixou outra vez os olhos, embora magro também. E suspirou soltando os ombros, pés inseguros comprimindo o piso instável do elevador. Só porque era sábado, porque estava indo embora, porque as malas restavam sem fazer e o telefone tocava sem parar. Sorriu olhando em volta.
Não que estivesse triste, só não compreendia o que estava sentindo.
Levemente, para não chamar a atenção de ninguém, apertou os dedos da mão direita na porta aberta do elevador e atravessou o saguão de lado, saindo para a rua. Apoiou-se no poste da esquina, o vento esvoaçando os cabelos, e para evitá-lo ele então levantou a cabeça e viu o céu. Um céu tão claro que não era o céu normal de Sampa, com uma lua quase cheia e Júpiter e Saturno muito próximos. Visto assim parecia não um moço vivendo, mas pintado num óleo de Gregório Gruber, tão nítido estava ressaltado contra o fundo da avenida, e assim estava, mas sem compreender, fazia tempo. Quem sabe porque não evidenciava nenhum risco, a moça debruçou-sena janela lá em cima e gritou alguma coisa que ele não chegou a ouvir. Parado longe dela, a moça visível apenas da cintura para cima parecia um fantoche de luva, manipulado por alguém escondido, o moço no poste agitando a cabeça, uma marionete de fios, manipulada por alguém escondido.
De repente um carro freou atrás dele, o rádio gritando "se Deus quiser, um dia acabo voando". Na cabeça dele soaram cinco tiros. De onde estava, não conseguiria ver os olhos da moça. De onde estava, a moça não conseguiria ver os olhos dele. Mas as memórias de cada um eram tantas que ela imediatamente entendeu e aceitou, desaparecendo da janela no exato instante em que ele atravessou a avenida sem olhar para trás.
Caio Fernando Abreu
De bobeira ...
Uma verdade ...
sou intensa demais e não há quem dê jeito nisso. Sofro dores que não são minhas. Vibro com alegrias que não me pertencem. O bom de tudo é que, toda noite antes de dormir, eu rezo. E sempre sorrio !... (Mesmo quando estou triste).
A gente passa tanto tempo
caminhando em meio dessa monotonia.
que quase não nota as mudanças repentinas, que mudam vidas.
que quase não nota as mudanças repentinas, que mudam vidas.
O que você faz nesta vida, ecoa na eternidade.
- O Gladiador -
É, o tempo passou e eu descobri que brincar de amor é muito perigoso. Mais do que isso é fatal, uma vez dentro desse ciclo viciante de amar nunca mais se sai. No que pude ver, nós dois brincamos por muito tempo disso, de uma forma leviana e imoral. E talvez seja por isso que nos vemos nessa situação quase engraçada de romance quase verdadeiro.
Talvez eu seja apenas mais um talvez, tentando ser certeza. Tentando ser para sempre, e parando sempre pela metade.
Caio Fernando Abreu
“Tudo que eu digo, digo porque sinto, mas nem tudo que sinto, tenho vontade de dizer.”
Quero ...
Um primeiro beijo em alguém que ainda não conheço, uma primeira caminhada por uma nova cidade, uma primeira estréia em algo que nunca fiz, quero seguir desfazendo as virgindades que ainda carrego, quero ter sensações inéditas até o fim dos meu dias.
Martha Medeiros
Hoje ser feliz apenas, me basta !
Hoje eu recebi um post da minha amiga Ju que diz assim :
“ .... No fundo, mesmo lendo tanto, pensando tanto e filosofando tanto, a gente gosta mesmo é de quem é simples e feliz. A gente não se apaixona por quem vive reclamando e amassando jornais contra a parede. A gente se apaixona por esses tipinhos banais que vivem rindo. E a gente se pergunta: que é que ele tem que brilha tanto?
Que é que ele tem que quando chega ofusca todo o resto? ”
( ... ) miga você é linda pelo direito e pelo avesso !...,
Ju,
olha a resposta dele :
“ ... É melhor você ter uma mulher engraçada do que linda, que sempre te acompanha nas festas, adora uma cerveja, gosta de futebol, prefere andar de chinelo e vestidinho, ou então calça jeans desbotada e camiseta básica, faz academia quando dá, come carne, é simpática, não liga pra grana, só quer uma vida tranqüila e saudável, é desencanada e adora dar risada. Do que ter uma mulher perfeitinha, que não curte nada, se veste feito um manequim de vitrine, nunca toma porre e só sabe contar até quinze, que é até onde chega a sequência de bíceps e tríceps. Legal mesmo é mulher de verdade. E daí se ela tem celulite? O senso de humor compensa. Pode ter uns quilinhos a mais, mas é uma ótima companheira. Pode até ser meio mal educada quando você larga a cueca no meio da sala, mas e daí? Porque celulite, gordurinhas e desorganização têm solução. Mas ainda não criaram um remédio pra FUTILIDADE ! ”
Bju grande no coração minha amiga !
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
terça-feira, 30 de agosto de 2011
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Na cozinha ! ...
Cachorro Quente Gourmet
Rende 4 unidades4 pães francês
4 salsichas tipo frankfurt
100gr de queijo gouda ralado
quanto baste de mostarda amarela
quanto baste de catchup
1 lata de tomate pelado
1/2 cebola grande cortada em brunoise
quanto baste de sal
quanto baste de pimenta do reino preta
quanto baste de azeite de oliva
Como Faz: Comece preparando o molho, corte a cebola e em uma panela refogue no azeite, em seguida adicione a lata de tomate pelado, quando começar a ferver vá desmanchando os tomates com o auxilio de um garfo. Adicione o sal e a pimenta preta e deixe cozinhar até formar um molho bem espesso, isso leva mais ou menos 40 min. Cozinhe a salsicha por 3 minutos em água fervente e reserve. Rale a peça de queijo no ralo grosso do ralador e também reserve. Agora inicie a montagem, molho, salsicha, condimentos e por último o queijo.
Pulo do Gato: O segredo para o cachorro quente gourmet é a qualidade dos ingredintes, então todos tem que ser de extrema qualidade. Usar uma mostarde e um catchup bons é muito importante. Então invista. Para derreter o queijo eu utilizei o maçarico, mas tu pode também colocar o dog alguns minutinhos no forno.
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
Amamos Bifum .
MACARRÃO DE ARROZ (BIFUM)
O Bifum é produzido com arroz da melhor qualidade, seguindo uma receita milenar. Uma massa leve e perfeita para uma refeição completa ou como acompanhamento de uma carne.
INGREDIENTES (1 pessoa)
8o g de Bifum (macarrão de arroz)
Meia cenoura em palitos de 3 cm (só a parte laranja de fora)
Meia abóbrinha em palitos de 3 cm (só a parte de fora)
6 flores de brócolis do tamanho de uma abocanhada
4 cogumelos Paris ou Shitake em lâminas
50 ml de shoyu
20 ml de saquê para cozinha
1 colher (sobremesa) de óleo de gergelim torrado
Raspas de gengibre
Maizena (o suficiente para engrossar o molho)
2 colheres (sopa) de manteiga
Sal e pimenta-do-reino moída na hora
PREPARO
Deixe o macarrão de molho em água fria por 5 minutos.Retire e cozinhe por 2 minutos. Escorra em uma peneira e reserve.
Aqueça água em uma panela e cozinhe os legumes separadamente, até o ponto certo, al dente.
Misture o shoyu, o saquê, as raspas de gengibre e o óleo de gergelim.Em uma frigideira, derreta a manteiga e grelhe o cogumelo. Adicione os demais legumes e deixe refogar um pouco. Tempere com o sal e a pimenta. Junte o molho e engrosse um pouco com a maizena.
Junte o macarrão, misture bem e sirva bem quente.
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
Profundo !.......
"Ninguém (se...ja homem ou mulher) é bonito fisicamente, esbelto, bom de cama, e jovem pra toda vida... a velhice vem pra todos e com ela a solidão para os que pensam dessa forma! Quem ama não enxerga os defeitos que o tempo trás... mas aprende a transformá-los em motivos para amar ainda mais!"
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Papai Smuuuuuuuuurrrrrrrrrrrrrfffffffffffffffffff !
Responda rápido:
Quem são os Schtroumpfs? Fica mais fácil se forem, então, os Smurfs? Pois é, alguém teve a brilhante ideia de mudar o nome original das criaturinhas inventadas pelo desenhista belga Pierre "Peyo" Culliford, no final da década de 1950.
SAIBA MAIS
Desde então, quando surgiram em quadrinhos, eles ganharam fama, a televisão, e agora, chegam ao cinema num longa, que estreia no Brasil em cópias dubladas e legendadas, nas versões convencionais e 3D.Como se sabe, Smurfs são criaturas azuis, como duendes, mas mais meigas, que vivem dentro de cogumelos, no meio de uma floresta onde "se sentir azul é uma coisa boa".
O maior inimigo da turma é o bruxo Gargamel, que no filme os expulsa de sua terra. Assim, Papai Smurf e alguns de seus filhotes vão parar em Nova York. Na cidade grande, depois de uma série de confusões, eles são obrigados a se apresentar ao casal Patrick (Neil Patrick Harris) e Grace (Jayma Mays, da série "Glee").
Mais do que causar estranhamento, são as criaturas azuis vindas de outro lugar, e que desconhecem a cidade grande, que estranham esse novo habitat. Tal qual "Um Duende em Nova York" e "Encantada", os Smurfs desconhecem convenções e perigos. Mas, ao contrário dos humanos dos outros dois filmes, aqui eles são figuras quase míticas e minúsculas que precisam defender-se de perigos, tais como carros e gente.
"Os Smurfs" segue a linha recente de adaptações para o cinema de desenhos de sucesso, que combinam efeitos de computador com cenários e atores reais, como "Alvin e os Esquilos", "Zé Colmeia" e até "Scooby Doo", também dirigido por Raja Gosnell, como este filme.
Na década de 1980, alguns comentaristas políticos encontraram alguns paralelos entre os Smurfs e a utopia comunista. As criaturas vivem numa sociedade igualitária, dividem tudo o que produzem e cada um deles trabalha conforme suas habilidades. Nada mais surpreendente, então, que no século XXI os bichinhos azuis vão parar na capital do consumismo e se deslumbrem com o que veem.
(Alysson Oliveira, do Cineweb)
* As opiniões expressas são responsabilidade do Cineweb
Amamos Sushi !
E, nesse dia, a turma estava animada, foi um verdadeiro festival de degustação.
Pedimos Yakisoba, Carpaccio, um prato de Salmão Grelhado servido com arroz yakimeshi e legumes refogados. De sushis e sashimis, a mesa ficou repleta, e todos aprovadíssimos.
Aqui vão alguns que nós provamos e recomendamos:
.Hot Acelga Croc (acelga, salmão, arroz,cream cheese e couve crocante)
.Hot Philadelphia Sucrilho
.Shimeji Roll Special (shimeji envolto no salmão gratinado com molho tarê) .Gungan Chebi (arroz, cream cheesse, salmão e camarão)
. Sashimi Especial Casa do Frango (salmão flambado com molho tarê e gergelim).
Além disso, ainda pedimos temakis, de salmão apimentado e de gungan. Estava tudo muito gostoso, fresquinho e super bem preparado. Talvez, o único "problema" seja o tamanho das peças, pois, como são grandinhas às vezes torna difícil a missão de comer tudo numa “bocanhada” só, como a boa etiqueta japonesa recomenda.
Além disso, ainda pedimos temakis, de salmão apimentado e de gungan. Estava tudo muito gostoso, fresquinho e super bem preparado. Talvez, o único "problema" seja o tamanho das peças, pois, como são grandinhas às vezes torna difícil a missão de comer tudo numa “bocanhada” só, como a boa etiqueta japonesa recomenda.
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